Osman Said
Nesta época do vale-tudo, onde a somatização do final de século justifica as tendências "pós" e "neo", valorizando cada vez mais os "ismos", o que é ser criativo?
Partindo do princípio de que criatividade não tem época, parece-me bastante óbvio que críticos e artistas devessem acordar do marasmo reinante e voltar a evoluir ainda nesses poucos cinco anos restantes.
Por outro lado, considerando que a criatividade é característica inerente ao ser humano, podemos pressupor que os artistas no afã de alcançarem a condição de deuses, tornaram-se simples animais racionais, condicionando as pessoas às grotescas repetições (denominadas gentilmente "manifestações contemporâneas"). Mas, o que é ser criativo?
Ser criativo é saber viver na essência do ser em busca de outras essências. Viver intensamente. Sentir-se natureza - misto de verde, pedra e carne. Curtir o momento da arte, o aqui e o agora da arte no próprio ser.
E deixar que o tema brote no estilo, dentro de uma técnica também criada. É explodir-se, seja lá como for, na tela ou fora dela, gerando cores, formas e movimentos numa constante busca do novo, evoluindo numa harmonia totalmente possível, onde a expansão é ordenada mas totalmente liberta de pré-conceitos e pós-críticas.
Ser criativo é vir junto com a própria vida e não competir com ela. E, em dado momento, perceber-se como se também fora uma verdadeira obra de arte. E o que é ser artista?
Ser artista é juntar a tudo isso a beleza. Atingir todos os sentidos, próprios e de quem possa apreciar sua obra, exteriorizando e fazendo espalhar a energia de sua criatividade. Um incansável e contínuo trabalhar.
Produzir ao encontro de oportunidades, não repetir-se, nem voltar atrás. É não ter a ansiedade do que é, para sempre ser. E conscientizar-se de que a verdadeira arte não se prende ao espaço e ao tempo. A obra gerada com criatividade, só tem um destino: eternidade.
Partindo do princípio de que criatividade não tem época, parece-me bastante óbvio que críticos e artistas devessem acordar do marasmo reinante e voltar a evoluir ainda nesses poucos cinco anos restantes.
Por outro lado, considerando que a criatividade é característica inerente ao ser humano, podemos pressupor que os artistas no afã de alcançarem a condição de deuses, tornaram-se simples animais racionais, condicionando as pessoas às grotescas repetições (denominadas gentilmente "manifestações contemporâneas"). Mas, o que é ser criativo?
Ser criativo é saber viver na essência do ser em busca de outras essências. Viver intensamente. Sentir-se natureza - misto de verde, pedra e carne. Curtir o momento da arte, o aqui e o agora da arte no próprio ser.
E deixar que o tema brote no estilo, dentro de uma técnica também criada. É explodir-se, seja lá como for, na tela ou fora dela, gerando cores, formas e movimentos numa constante busca do novo, evoluindo numa harmonia totalmente possível, onde a expansão é ordenada mas totalmente liberta de pré-conceitos e pós-críticas.
Ser criativo é vir junto com a própria vida e não competir com ela. E, em dado momento, perceber-se como se também fora uma verdadeira obra de arte. E o que é ser artista?
Ser artista é juntar a tudo isso a beleza. Atingir todos os sentidos, próprios e de quem possa apreciar sua obra, exteriorizando e fazendo espalhar a energia de sua criatividade. Um incansável e contínuo trabalhar.
Produzir ao encontro de oportunidades, não repetir-se, nem voltar atrás. É não ter a ansiedade do que é, para sempre ser. E conscientizar-se de que a verdadeira arte não se prende ao espaço e ao tempo. A obra gerada com criatividade, só tem um destino: eternidade.
JORNAL DAS ARTES - JUL/95




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